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Mesmo não sendo obrigatório, instrutor náutico alerta para o uso do colete salva-vidas em barcos


Na noite do último sábado um acidente com uma lancha na barragem de Ernestina deixou uma pessoa desaparecida, o empresário Verno Leonhardt, de 41 anos, sócio-proprietário da Rede Boa Vista – Postos de Combustíveis e Supermercados de Carazinho.

Ele teria de desequilibrado e caído na água e a lancha ficou à deriva. Mas tão logo essa informação foi dada os ouvintes questionaram sobre os procedimentos de pilotagem de embarcações em água doce.

Em entrevista na Uirapuru, o proprietário e instrutor da Boreste Sul Assessoria Náutica, Ricardo Hartmann, explicou que veículos motorizados aquáticos precisam de pessoas habilitadas legalmente, maiores de idade, para serem conduzidos.

O responsável pela embarcação deve fazer aulas em uma empresa especializada, semelhante a uma autoescola, cumprindo horas e sendo avaliado em uma prova pela Marinha do Brasil, que possui sede em Porto Alegre. É também da Marinha a responsabilidade pela fiscalização das embarcações.

Superando esta etapa o condutor pode navegar com sua embarcação motorizada, com algumas observações. É permitido que o barco ou lancha navegue durante a noite, mas ele precisa ter 3 luzes. Uma luz de alcance, branca e duas luzes de aviso, vermelha e verde. Já os jet skys não podem ser conduzidos durante a noite, pois não possuem estes dispositivos.

O barco ou lancha deve ter coletes salva-vidas no número de ocupantes. Um ponto curioso e questionado por Hartmann é que não é obrigatório usar o colete, mas sim que ele esteja no barco. Hartmann alerta que, na hora de um acidente, pode não dar tempo de alcançar o instrumento.

Em suas aulas, através da Boreste Sul, todos são obrigados a usarem os coletes e instruídos a fazerem o mesmo depois que estiverem habilitados, ideia que Hartmann defende.

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